1. Mão de obra abaixo do previsto
Empreiteiro que manda menos gente do que o combinado, rotatividade alta, equipe dividida entre obras. Como evitar: plano de efetivo por empreiteira, registro diário de presentes × previstos e conversa baseada em dado, não em impressão.
2. Falta de material
Pedido feito tarde, fornecedor atrasado, estoque que acabou sem ninguém perceber. Como evitar: estoque mínimo dos materiais críticos, prazo de entrega de cada fornecedor e aviso antes de faltar.
3. Clima
Chuva para serviços externos, concretagem e fachada. Como evitar: o clima não se evita, mas se registra e se planeja. Cronograma com folga sazonal e registro diário das frentes paradas sustentam pedidos de prazo.
4. Projeto incompleto ou incompatível
Projeto que chega tarde, interferências entre estrutura e instalações, revisões durante a execução. Como evitar: compatibilização antes da obra e registro de cada revisão e do impacto dela.
5. Retrabalho
Serviço refeito por erro de execução ou por mudança. Além do tempo, consome material e moral. Como evitar: conferência no fim de cada etapa e registro do retrabalho, para saber onde ele se repete.
6. Planejamento descolado da obra
O cronograma existe, mas não é atualizado, e ninguém sabe que a obra atrasou até o relatório do mês. Como evitar: avanço registrado com frequência e comparado ao plano todo dia.
O que fica sem causa
Em muitas obras, boa parte do atraso não tem causa registrada. Isso não é azar: é falta de registro. O primeiro ganho de uma gestão baseada em dado é transformar o “atrasou” em “atrasou por isso, desde tal dia”.
Como medir o peso de cada causa
Saber que a obra atrasou por várias causas não basta: é preciso saber quanto do atraso vem de cada uma. Um método prático é registrar, para cada frente parada ou lenta, o motivo e os dias afetados, e somar por causa no fim do mês. O resultado costuma surpreender: a causa que todos lembram (a chuva) muitas vezes pesa menos que a que ninguém registra (equipe abaixo do previsto).
Causas na fase de acabamento
Na reta final, o atraso costuma vir de outros lugares: personalizações dos compradores, entrega de esquadrias e louças, vistorias e retrabalho de acabamento. Controlar os acabamentos por unidade, do especificado ao instalado, evita que a entrega das chaves escorregue nas últimas semanas.