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Guia · cronograma

Cronograma de obra: como fazer e manter vivo

O cronograma é o plano de tempo da obra. Fazer é a parte fácil; o difícil é que ele continue dizendo a verdade no sexto mês.

2 min de leituraAtualizado em 10/10/2026

Os componentes

  • EAP (estrutura analítica do projeto): a obra dividida em partes e serviços. Veja o guia de EAP.
  • Durações de cada atividade, a partir da produtividade das equipes.
  • Dependências (predecessoras): o que precisa terminar antes do quê.
  • Caminho crítico: a sequência de atividades sem folga, que define a data final.
  • Marcos: datas que importam ao contrato, como fim da estrutura, habite-se e entrega das chaves.

Passo a passo

  1. Monte a EAP por lugar (torre, pavimento) e por serviço.
  2. Estime durações pela quantidade e pela produtividade.
  3. Ligue as atividades com as dependências.
  4. Calcule o caminho crítico e confira se a data final cabe no contrato.
  5. Defina os marcos e a linha de base (o plano aprovado).

Ferramentas

MS Project, Primavera e planilhas são as mais usadas. Muitos ERPs, como o Sienge, também têm módulos de planejamento e exportam o cronograma em XML do MS Project ou planilha. O formato importa menos do que manter o cronograma ligado ao que acontece no canteiro.

Por que o cronograma morre

O cronograma é feito no começo e atualizado cada vez menos. Sem o avanço real entrando com frequência, ele vira um documento de contrato, e não uma ferramenta de gestão. O sinal é quando a equipe da obra tem “o cronograma oficial” e “o que vale de verdade”.

Durações realistas

A duração de cada atividade deve sair da quantidade de serviço dividida pela produtividade da equipe que vai executá-la, e não de um número redondo. Uma alvenaria de 600 m² por pavimento, com equipe que produz 60 m² por dia, leva cerca de 10 dias úteis. Use a produtividade observada em obras anteriores da própria construtora sempre que houver.

Linha de base e revisões

Depois de aprovado, o cronograma vira a linha de base. As revisões durante a obra devem ser registradas como novas versões, mantendo a linha de base original. Assim dá para responder às duas perguntas: quando vamos terminar, e quanto nos afastamos do que foi prometido.

Caminho crítico na prática

Em edifícios, o caminho crítico costuma passar pela estrutura, pelas instalações e pelos acabamentos da torre mais alta, e pelos serviços de entrega (vistorias, habite-se). Acompanhar de perto as atividades do caminho crítico é mais útil do que tentar controlar tudo com o mesmo peso.

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